Sábado passado, fizemos um jantar para uns amigos muito queridos.
Como sugestão da Wine.com, resolvemos seguir uma de suas receitas publicadas na revista e harmonizada com o vinho sugerido pelo sommelier Manuel Luz.
Conclusão da nossa noite: sucesso total!

Como aperitivo, servimos um patê de salmão com torradas, amêndoas salgadas, damascos secos, e os queijos brie e grana padano de 18 meses de maturação.
Para acompanhar, o vinho da seleção Wine deste mês, Vila Vita Branco 2012, um vinho português, muito aromático e saboroso.
Para o prato de entrada eu fiz uma salada de alface americana, espaguetti de cenoura, shiitake na manteiga e peras caramelizadas. O toque especial ficou por conta do vinagre balsâmico com trufas brancas.
Como prato principal meu marido Cláudio fez a sugestão da Wine.com. Peixe branco grelhado (que na ideia original foi usado bacalhau), com vegetais assados no azeite e sal.
A textura dos acompanhamentos e os sabores que se mesclavam com o peixe estava perfeita. Então servimos o vinho italiano Fratelli Dogliani Barbera D'Alba DOC 2010 e realmente foi uma ótima combinação.
Havia pimentão, tomates cereja, cebolinhas, batata com um lindo corte e alho - tudo assado e muito saboroso. E por fim, azeitonas pretas.
De sobremesa, fiz uma panna cotta de especiarias, com calda de maçã e jabuticaba, perfumada e exótica! Fez sucesso!
Enfim, foram horas muito agradáveis, de comida boa, conversa gostosa e descontração.
É o que estou sempre repetindo. A gastronomia nos proporciona os melhores momentos com amigos e família.
Assim, sempre sugiro repetir a dose, aumentar os encontros e divertir-se muito! Porque os problemas não se podem evitar, mas o prazer de viver, sempre podemos aumentar!
Bom apetite!
Ale Rossi
Fiquei devendo mais algumas receitas de bolos fáceis e muito, mas muito gostosos, para qualquer hora!
No primeiro post, eu falei do bolo de milho cremoso e do bolo sufflair, agora tenho mais 2 dicas valiosas.
Bolo Bombocado:
Ingredientes:
3 ovos
1+1/2 xic de leite
3 col de trigo
200 ml de leite de côco
1 xic de milharina
1 colher sobremesa rasa de fermento
3 xic de açúcar
50 grs de queijo ralado
1/2 pacote de côco ralado
Modo de fazer:
Bater tudo no liquidificador e colocar numa forma untada com manteira e um pouco de açúcar para caramelar o fundo e fazer uma casquinha no bolo.
Assar por aproximadamente 35 a 40 minutos em forno 200°.
Bolo de Aipim:
Ingredientes:
1 kg de aipim (mandioca) ralado cru
200 grs de côco ralado ( de preferência fresco)
200 grs de manteiga ou margarina
5 ovos
2 copos de açúcar
Modo de fazer:
Bata o açúcar com os ovos, acrescente a manteiga, o côco e por último o aipim. Despeje numa forma de furo no meio, caramelada como para pudim e ponha o bolo pra assar.
Forno 200°, aproximadamente 45 minutos. Desenforme ainda quente e terá um bolo com calda, maravilhoso, que pode ser servido morno, ou gelado. Com café ou como sobremesa, é sempre um arraso!
Experimentem e desfrutem! Bom apetite!
Ale Rossi
Aqui em casa andamos testando umas recitas de bolos. Fizemos as originais depois acabamos mudando um ou outro ingrediente para ficar mais nosso gosto, geralmente mais cremoso. Vou dividir com vocês esses resultados deliciosos.
Também vou postar aqui , uma receita que minha sogra querida, D. Márcia ensinou pra minha enteada Geovanna, e que é um escândalo... serve até como sobremesa - Bolo Sufflair com cobertura de brigadeiro mole!
Os resultados das modificações são divinos bolos pra tomar com café. Infelizmente "engordantes", mas muito cheios de sabor, daqueles que não tem como comer um pedaço só...e que a gente precisa fazer pra receber amigos queridos.
Meu marido é responsável por uma dessas receitas, ele sempre faz...vou começar por ela:
Bolo cremoso de milho:
Ingredientes:
02 latas de milho no vapor
01 lata de leite condensado
01 vidro de leite de côco (200ml)
3 ovos
4 col sopa de milharina ( não pode ser polentina porque tem sal)
1/3 tablete de manteiga sem sal
1 col de café de fermento
1 pitada de sal
Modo de fazer:
Bater no liquidificador, mas não muito, deixar os grãos mal moídos. Colocar numa forma untada e enfarinhada e assar em fogo baixo ( aprox 200°) por 25 a 35 min. Observe a cor dourada e coloque um palito para ver a textura interna. Deve ser cremosa, não é um bolo seco.
Se quiser , após desenformar polvilhe um pouco de canela em pó.
Sirva quente ou frio.
Bolo Sufflair :
Ingredientes:
06 ovos
100 grs côco ralado (úmido e adoçado)
06 col de sopa de achocolatado
02 col de sopa de manteiga ou margarina
01 col de sobremesa de fermento
03 col de sobremesa de açúcar ( se usar o côco seco, ponha mais 2 col de açúcar)
Cobertura:
01 lata de leite condensado
05 col de sopa achocolatado
02 col de sopa manteiga
Modo de fazer:
Bata todos os ingredientes do bolo no liquidificador e ponha numa forma untada e enfarinhada. Asse em forno brando (180 a 200°) de 25 a 30 minutos. Enquanto assa, faça um brigadeiro mole, cozinhando pouco, com os ingredientes da cobertura. Cubra o bolo após desenformá-lo e enfeite do seu gosto. Morangos, cerejas, chocolate granulado...
Em seguida, ponha na geladeira e sirva-o gelado.
Divirtam-se com essas duas,por enquanto... vou fazer outro post depois pra não ficar muito longo!
Bom apetite!!
Ale Rossi
No dia dos pais fomos para uma fazenda. Lugar onde passamos os finais de semana, de vez em quando. O local é delicioso, tem muito verde. Sempre ficamos em um chalé, pois somos sócios de um clube.
Estando em família, e para homenagear o pai do dia, resolvemos fazer um prato especial. Algo que fosse representado por nossa criatividade como cozinheiros e que também contasse um pouco da nossa história
(por nós entendam eu e o pai homenageado, meu marido Cláudio).
Bom, a história é seguinte: quando casamos o jantar foi feito por nosso querido amigo e chef Paco Ortolá. Ele nos proporcionou deliciosos momentos com sua paella marinheira - de frutos do mar. Também fez uma paella de costelinha de porco com frango, uma adaptação feita para nossos convidados que não comem crustáceos e peixes.
Já repetimos a receita da paella marinheira em nossa casa, em comemoração a data de aniversário de casamento, mas faltava criarmos a "nossa".
Assim, como a receita ficou marcada em nossa vida, o prato tornou-se importante na história romântica da nossa trajetória e então resolvemos fazê-lo com outros ingredientes. E então surgiu a "nossa paella".
Gosto de misturar doce com salgado, principalmente se for uma fruta. Nesse caso, optamos pela pera, mas maçã também ficaria bom. Compramos bacalhau desfiado e na noite anterior começamos a tirar o sal.
Vou passar a receita com mais detalhes para ficar fácil reproduzi-la. Acho que o caldo tem um papel muito importante na receita e merece atenção especial.
Paella de bacalhau com pêra:
Caldo:
01 cebola cortada ao meio
01 cabeça de alho inteira com casca, cortada
03 talos de salsão com as folhas
1/2 talo alho poró
1 litro de água

Deixe ferver esse caldo por 30 minutos. Depois que trocar a última água do bacalhau, e ainda estiver um pouco salgada, acrescente nessa mistura, deve ficar com mais de 1 litro e meio. Reserve.
Paella:
01 cebola roxa
1/2 talo de alho poró
08 colheres de sopa de azeite de oliva
300 grs de bacalhau em lascas
01 pêra (pouco madura) picada em cubos pequenos
150 ml de espumante seco
340 grs de arroz espanhol (Bomba) - ou parbolizado
Pimentões amarelos em tiras finas
Na panela, refogue em fogo alto o azeite, a cebola roxa picada em cubos, o alho poró, e o bacalhau. Em seguida acrescente a pera e depois o arroz. Ponha o espumante e dê uma leve refogada. Não mexa mais. Acrescente o caldo, cubra com papel alumínio e deixe cozinhar. Quando começar a secar, abaixe o fogo.
No final acrescente os pimentões, decorando a Paella, tampe de deixe descansar fora do fogo por 5 minutos antes de servir.
Acrescente salsinha picada fresca ou coentro, se preferir.
Nós adoramos e as crianças também.
Façam e depois me contem.
Buen apetito!
Ale Rossi
Alquimia e gastronomia.
Cozinhar tem tudo a ver com ciência. Na cozinha substitui-se tubos de ensaio, béqueres e provetas, por panelas, frigideiras e caçarolas.
Quando eu era criança, gostava de brincar de fazer misturas. Álcool com essências, plantas maceradas e ervas da horta que estivesse ao meu alcance. Meu objetivo era testar os cheiros, as texturas e quando possível e comestível, os sabores.
Eu nem imaginava que se tornaria um grande prazer inventar e reinventar pratos e escrever sobre comida!
Mas eu pensava também eu fazer perfumes... eu queria trabalhar com cosméticos! Misturar cremes, shampoos, fazer coisas mágicas que deixassem pele e cabelos o mais cheirosos possíveis . Cheiros sempre foram minha paixão. E minha ruína.
Tenho um nariz apuradíssimo e consigo distinguir notas de perfumes e essências, temperos e especiarias, o bouquet e os aromas mais sofisticados. Isso me permite, aliado ao bom paladar, reproduzir receitas, por exemplo.
Mas é minha ruína quando tenho uma crise de enxaqueca! Pois meu ponto forte me faz sofrer com qualquer odor que não posso evitar. Nesse caso, torna-se meu ponto fraco!
De qualquer maneira, a paixão por misturas e a magia de seduzir pelo sabor, pelo aroma, textura ou algo que eu mesma possa criar e manipular, ainda é mais forte e é inexplicável.
Deve ser porque creio que a energia das coisas que fazemos é transferida para os alimentos, para as bebidas, para os perfumes.
Por exemplo: Quando cozinhamos a mesma receita, com os mesmos ingredientes, no mesmo local e por 2 pessoas diferentes, temos resultados diferentes. Isso porque a energia de cada um, que é passada para a comida não é a mesma. Isso se repete em todos os processos manipulados por nós.
Daí o valor de fazermos o que amamos. Principalmente se houver toque, alquimia!
Se puder, faça aquilo que melhor você sabe fazer!
Seja Feliz!!
Ale Rossi
A pesquisa pela gastronomia francesa foi muito interessante. Postei apenas um texto reduzido, mas há uma infinidade de informações e livros para quem gosta do assunto e quer se aprofundar mais.
Essa é uma vertente da culinária que interessa muito. Saber a história e como se comportam os povos dos diversos lugares do mundo, há muita delícia gastronômica a ser explorada.
Sou de descendência italiana e desde pequena comia (e ainda como) muitas massas e molhos.
Recentemente, morando em Curitiba e convivendo com meu marido e um querido amigo italiano que curtem um bom vinho, tenho também apreciado cada vez mais essa arte também.
A gastronomia italiana, assim como a francesa, que comentei no texto anterior, é subdivida de acordo com a região geográfica, o que podemos chamar de comida regional típica italiana.
No sul da Itália, predominam a influência árabe, uso de muito tomate e molho de tomate, pouca carne bovina e muita carne de coelho, ovina, caprina e suína.
Nos bosques e montanhas predominam os famosos “funghi” e muita caça.
Já no litoral, encontra-se diversos tipos de peixe, com destaque para o atum e o peixe “spada”, além de muitos frutos do mar e bacalhau.
No norte do país predominam produtos de influência francesa, austríaca e húngara, com o emprego de muitos produtos derivados do leite, como manteiga e creme de leite.
Dentro do cenário gastronômico italiano, também há a Cozinha Mediterrânea, principalmente na parte meridional e nas ilhas da Sicília e Sardenha. É conhecida pelos italianos como “cozinha sadia”, rica em carboidratos, frutas, verduras, peixes, pouca carne e muito óleo de oliva.
Salames, queijos e vinhos de primeira linha completam a riquíssima cozinha tipicamente regional de todas as partes da Itália e apreciadas em todo o mundo.
Os vinhos são um universo a parte quando se trata de Itália. Belíssimos rótulos de sabores robustos e terrosos, são encontrados em distintas regiões e de castas variadas. Mas as combinações com os pratos são sempre excelentes.
Os mais famosos que me ocorrem mencionar são: Brunello di Montalccino (Toscana), Barolo (Piemonte), Gattinara (Piemonte), Chianti (Toscana), Valpolicella (Vêneto), Bardolino (Vêneto), Barbaresco (Piemonte).
Queijos também são uma especialidade, e existem variedades maravilhosas. Grana Padano (leite de vaca), Parmegiano Reggiano (leite de vaca), Pecorino Romano (leite de ovelha) são os mais famosos. Por serem tão saborosos, apesar de muitas vezes serem ralados sobre os pratos prontos, degustá-los puros em lascas, é delicioso!
Prove com o verdadeiro vinagre balsâmico italiano de Modena, envelhecido em barris de carvalho por 25 anos. É de lamber os beiços!
Bom, gostaria de encerrar o meu texto falando sobre cafés italianos. Mas encontrei muitas discordâncias sobre o tema. Na verdade a Itália não produz essa maravilhosa iguaria e pelo que pude averiguar importa muito desse grão do Brasil. Mas tem fama pelos tipos de bebida que produz, por seus baristas performáticos e talentosos.
Então, penso que é valido também apreciar os capuccinos, mocaccinos, ristrettos, e o que mais encontrar no seu caminho.
Boun Appetito !
Ale Rossi