sábado, 13 de setembro de 2014

Jantares e vinhos

Não há como fazer um belo jantar sem vinho.

Reunimos amigos, escolhemos uma comida que sabemos fazer muito bem e então pensamos na bebida que irá acompanhar.
Geralmente é assim!

Mas eu estou tão envolvida com vinhos que ultimamente  escolho primeiro os rótulos que quero tomar e servir e depois penso na melhor harmonização!

Semanas atrás fizemos um jantar com tema português.
Fizemos mas não em casa para amigos íntimos,  e sim num bistrô , com direito a venda de ingressos.

A Adega Fiesta, de onde sou gerente,  financiou os vinhos e a chef Cris Veríssimo do Bistrô Asdrúbal montou o cardápio para harmonização com os vinhos portugueses.






Servimos vinho branco, tinto e porto com a sobremesa.
Os deliciosos pratos  elaborados pela Cris, iam desde um delicioso creme de abóbora a lombo de bacalhau com legumes confitados. 



Um escândalo de tão gostosos!

E a sobremesa foi  um típico doce português, toucinho do céu com  sorvete de baunilha e amêndoas torradas ! Preciso comentar???

O jantar foi num ambiente a luz de velas, agradáveis conversas e muito entrosamento.

Pretendemos repetir  a dose com outros tema: espanhol, argentino, italiano e quem sabe não arrisquemos até sul africanos, já que temos vinhos tão maravilhosos por aqueles lados!

Precisaremos aprender as comidas típicas de lá, mas isso não será tarefa difícil. 

O importante é continuarmos a nos reunir, aprendendo sobre vinhos, comidas e pessoas!

Relaxar é preciso!

Tin tin!!!



Ale Rossi


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Alexandra

Amigos !!

Nessa minha nova jornada "enoconstrutiva"  tenho aprendido muito. Sobre bebidas, harmonizações e todos os prazeres do vinho.

Mas também descobri um champagne incrível que se chama ALEXANDRA...

Não tomei ainda e nem sei onde encontrar no Brasil, mas adorei o nome!
 
Porque será?? rsrs...


Um LUXO puro!

Como estou falando de champagnes acho que cabe uma breve explicação, afinal a confusão é grande quando se tratam de vinhos com borbulhas...

As borbulhas são conhecidas por perlage e estão presentes em espumantes e frisantes.


Os espumantes são produzidos através de duas fermentações, a primeira que chamamos de vinho base, aonde a fermentação vai até o final. Ou seja, o vinho fica seco e sem gás carbônico e a segunda é quando se obtém esse gás (as borbulhas).
Para isso, existem dois processos, Champenoise (também conhecido como Tradicional ou Clássico) e Charmat:
- O método champenoise é aquele onde a 2ª fermentação do vinho base ocorre dentro da própria garrafa.
- O método charmat já passa por uma produção um pouco diferente, fazendo com que o vinho base realize sua segunda fermentação em tanques de aço inox.
- No final, os dois métodos recebem uma mistura que se chama Liqueur d`expédition (Licor de expedição), que é responsável em fazer a classificação deste espumante, sendo brut , demi sec, etc.

Existem vinhos espumantes em praticamente todos os países vinícolas. A maioria deles são elaborados através dos métodos criados e utilizados na França para elaboração de seus espumantes: 
Os tipos são:
-Prosecco: região vinícola demarcada localizada no Veneto, norte/nordeste da Itália. Produz vinhos brancos e principalmente espumantes nas sub-regiões de Valdobbiadene e Conegliano. Durante anos, a palavra  prosecco foi utilizada para designar a uva (cujo nome original é Glera) empregada na elaboração destes vinhos.
-Asti: elaborado com a uva Moscato, é um vinho espumante adocicado, de baixo teor alcoólico, muito exportado. Ao contrário do Champagne, que utiliza o método tradicional Champenoise (com segunda fermentação na garrafa), e de outros espumantes que utilizam o método Charmat (com segunda fermentação em tanques de aço inox), na produção do Asti é feito mediante uma única fermentação em tanques com retenção do gás carbônico liberado. A fermentação é interrompida, por resfriamento, quando os teores adequados de álcool (7-9o GL) e açúcar (3,5%) são atingidos.
-Sekt: Nome genérico dos vinhos espumantes da Alemanha, que geralmente possuem uma doçura típica da fruta. O sekt do tipo seco é chamado de trocken.
-Cavas: espumantes produzidos na Espanha, principalmente na Catalunha, e Penedés, região que se responsabiliza por 99% da produção do país. A região costeira, com um suave clima mediterrâneo, ao norte tendo um clima subcontinental, videiras localizadas próxima à costa, altitude com menos de 200 metros acima do nível do mar e boa influência marítima.




Champagne - A palavra Champagne deriva de campagnia, termo latino que designa uma região campestre ao norte de Roma. O verdadeiro Champagne provém exclusivamente de uma região, também chamada Champagne, cerca de 145 quilômetros a nordeste de Paris. O Champagne, junto com o Xerez e o Porto, é um dos vinhos de produção mais complicada do mundo. Envolve inúmeras e trabalhosas etapas.
Apenas podem ser chamados de champagne os vinhos espumantes produzidos nesta região da França. Portanto: todo champagne é um vinho espumante, mas nem todo vinho espumante é champagne.

A classificação dos espumantes se dá da seguinte maneira:

A quantidade de açúcar em gramas por litro determina o tipo.
Conforme a quantidade utilizada, podemos ter os diversos tipos de espumantes:
BRUT-NATURE: é aquele sem adição de açúcar, com pouco açúcar ou zero.
EXTRA-BRUT: de 0 a 6 g/l.
BRUT: até 15 g/
EXTRA-SECO:entre 12 e 20 g/SECO, SEC OU DRY: entre 17 e 35 g/l;
MEIO DOCE, MEIO SECO OU DEMI-SEC : entre 33 e 50 g/l;
DOCE: mais de 50 g/l






Os frisantes tem a fermentação sem vinho base, sem licor de tiragem e sem licor de expedição.
- Ou seja, como não tem vinho base, tanto a fermentação alcoólica quanto a toma de espuma ocorrem no mesmo processo.
- Nos vinhos frisantes o método de obtenção das bolhas pode ser tanto natural como artificial.
Por essas diferenças no método de produção, o vinho frisante sempre terá menor nível de gás carbônico em relação ao espumante. Ou seja, o vinho frisante é menos gaseificado e tem menos espuma do que um espumante.
Os frisantes famosos são os Lambrusco, e geralmente são levemente doces. 

Já sabendo desses detalhes básicos, fica mais fácil escolhermos qual das bolhas mais nos seduzirão...

E o  mais importante, vamos ao brinde!!

Saúde!!

Ale Rossi


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Vinhos

Novidades! Como é bom ter coisas boas pra contar!

Estou trabalhando  como gerente de adega.
Falo, cheiro, respiro  e degusto vinhos o dia todo.

Tenho aprendido muito e experimentado diversos rótulos divinos.
As harmonizações possíveis são variadas e gosto de fazer experiências.


Hoje faremos um jantar novamente para um casal amigo.
Provavelmente serviremos risoto, que é o forte da casa.

Depois eu posto as fotos e as considerações sobre os vinhos e a comida.
O importante agora é registrar que sempre terei muitas coisas interessantes para contar!

Um brinde a novos aprendizados!





Ale Rossi

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Adeus Ano Velho, Feliz 2014!

Fazer almoços  e jantares para amigos é um prazer! Pra quem gosta de cozinhar e receber como nós, claro!

Desde o ano passado temos tido alguns ótimos momentos e por serem tantos nem tive chance de atualizar as postagens aqui no blog.

Um dos momentos especiais foi um jantar para os amigos Marta e Winderson, onde preparamos ravioli com molho pesto (Claudio fez a massa, o recheio e o molho) de entrada. 

Como prato principal fizemos um cartoccio de linguado, com espaguete de legumes. Lindo, aromático e suave! O vinho foi Italiano, Sangiovesi.


E de sobremesa eu fiz o famoso tiramissú, porque sempre faz sucesso.

Além da comida estar incrível, a conversa e o ambiente estavam maravilhosos. Obrigada aos nossos amigos por serem tão especiais e nos proporcionarem momentos inesquecíveis! 


Em dezembro também houve mais uma data a ser comemorada. O aniversário do meu Cláudio, e ele quis fazer uma  feijoada.


 Com todo seu capricho ficou divina! Pra não pesar na sobremesa, fiz sorvetes, de limão siciliano e capuccino. Particularmente eu morreria comendo o último! rsrs....

Em seguida viajamos para visitar os parentes distantes. Natal, Ano Novo, férias e muito mais comilança!
Confraternizações que não tem fim! 

E o ano novo acaba de começar e promete. Ainda temos muitas festas e eventos pra desfrutar!

Que venha 2014!
Muita saúde, muito vinho e muita harmonia pra todos nós!

Tim tim!



Ale Rossi

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Harmonização perfeita



Sábado passado, fizemos um jantar para uns amigos muito queridos.

Como sugestão da Wine.com, resolvemos seguir uma de suas receitas publicadas na revista e harmonizada com o vinho sugerido pelo sommelier Manuel Luz.
Conclusão da nossa noite: sucesso total!


Como aperitivo, servimos um patê de salmão com torradas, amêndoas salgadas, damascos secos, e os queijos brie e grana padano de 18 meses de maturação.

Para acompanhar, o vinho da seleção Wine deste mês, Vila Vita Branco 2012,  um vinho português, muito aromático e saboroso. 

Para o prato de entrada eu fiz uma salada de alface americana, espaguetti de cenoura, shiitake na manteiga e peras caramelizadas. O toque especial ficou por conta do vinagre balsâmico com trufas brancas.

Como prato principal meu marido Cláudio fez a sugestão da Wine.com. Peixe branco grelhado (que na ideia original foi usado bacalhau), com vegetais assados no azeite e sal.

A textura dos acompanhamentos  e os sabores que se mesclavam com o peixe estava perfeita. Então servimos o vinho italiano Fratelli Dogliani Barbera D'Alba DOC 2010  e realmente foi uma ótima combinação.

Havia pimentão, tomates cereja, cebolinhas, batata com um lindo corte e alho  - tudo assado e muito saboroso. E por fim, azeitonas pretas. 

De sobremesa, fiz uma panna cotta de especiarias, com calda de maçã e jabuticaba, perfumada e exótica! Fez sucesso!

Enfim, foram horas muito agradáveis, de comida boa, conversa gostosa e descontração.
É o que estou sempre repetindo. A gastronomia nos proporciona os melhores momentos com amigos e família. 

Assim, sempre sugiro repetir a dose, aumentar os encontros e divertir-se muito! Porque os problemas não se podem evitar, mas o prazer de viver, sempre podemos aumentar!

Bom apetite!

Ale Rossi

Bolos deliciosos - parte II

Fiquei devendo mais algumas receitas de bolos fáceis e muito, mas muito gostosos, para qualquer hora!

No primeiro post, eu falei do bolo de milho cremoso e do bolo sufflair, agora tenho mais  2 dicas valiosas.

Bolo Bombocado:

Ingredientes:

3 ovos
1+1/2 xic de leite 
3 col de trigo
200 ml de leite de côco
1 xic de milharina
1 colher sobremesa rasa de fermento
3 xic de açúcar
50 grs de queijo ralado
1/2 pacote de côco ralado

Modo de fazer:

Bater tudo no liquidificador e colocar numa forma untada com manteira e um pouco de açúcar para caramelar o fundo e fazer uma casquinha no bolo.

Assar por  aproximadamente 35 a 40 minutos em forno 200°. 


Bolo de Aipim:

Ingredientes:

1 kg de aipim (mandioca) ralado cru
200 grs de côco ralado ( de preferência fresco)
200 grs de manteiga ou margarina
5 ovos
2 copos de açúcar



Modo de fazer:

Bata o açúcar com os ovos, acrescente a manteiga, o côco e por último o aipim. Despeje numa forma de furo no meio, caramelada como para pudim e ponha o bolo pra assar.

Forno 200°, aproximadamente 45 minutos. Desenforme ainda quente e terá um bolo com calda, maravilhoso, que pode ser servido morno, ou gelado. Com café ou como sobremesa, é sempre um arraso!



Experimentem e desfrutem! Bom apetite!

Ale Rossi

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bolos deliciosos - parte I

Aqui em casa andamos testando umas recitas de bolos. Fizemos  as originais depois acabamos mudando um ou outro ingrediente para ficar mais nosso gosto, geralmente mais cremoso.  Vou dividir com vocês esses resultados deliciosos.

Também vou postar aqui , uma receita que minha sogra querida, D. Márcia ensinou pra minha enteada Geovanna,  e que é um escândalo... serve até como sobremesa - Bolo Sufflair com cobertura de brigadeiro mole!

Os resultados das modificações são divinos bolos pra tomar com café. Infelizmente "engordantes", mas muito cheios de sabor, daqueles que não tem como comer um pedaço só...e que a gente precisa fazer pra receber amigos queridos.
Meu marido é responsável por uma dessas receitas, ele  sempre faz...vou começar por ela:

Bolo cremoso de milho:



Ingredientes:

02 latas de milho no vapor
01 lata de leite condensado
01 vidro de leite de côco (200ml)
3 ovos
4 col sopa de milharina ( não pode ser polentina porque tem sal)
1/3 tablete de manteiga sem sal
1 col de café de fermento
1 pitada de sal

Modo de fazer:

Bater no liquidificador, mas não muito, deixar os grãos  mal moídos. Colocar numa forma untada e enfarinhada e assar em fogo baixo ( aprox 200°) por 25 a 35 min. Observe a cor dourada e coloque um palito para ver a textura interna. Deve ser cremosa, não é um bolo seco.
Se quiser , após desenformar polvilhe um pouco de canela em pó.

Sirva quente ou frio.


Bolo Sufflair :

Ingredientes:

06 ovos
100 grs côco ralado  (úmido e adoçado)
06 col de sopa de achocolatado
02  col de sopa de manteiga ou margarina
01 col de sobremesa de fermento
03 col de sobremesa de açúcar ( se usar o côco seco, ponha mais 2 col de açúcar)

Cobertura:

01 lata de  leite condensado
05 col  de sopa achocolatado
02 col de sopa  manteiga




Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes do bolo no liquidificador e ponha numa forma untada e enfarinhada. Asse em forno brando (180 a 200°) de 25 a 30 minutos. Enquanto assa, faça um brigadeiro mole, cozinhando pouco, com os ingredientes da cobertura. Cubra o bolo após desenformá-lo e enfeite do seu gosto. Morangos, cerejas, chocolate granulado...
Em seguida, ponha na geladeira e sirva-o gelado.  

Divirtam-se com essas duas,por enquanto... vou fazer outro post depois pra não ficar muito longo!

Bom apetite!!



Ale Rossi




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Paella de Bacalhau e Pera

No dia dos pais fomos para uma fazenda. Lugar onde passamos os finais de semana, de vez em quando. O local é delicioso, tem muito verde. Sempre ficamos em um chalé, pois somos sócios de um clube.


Estando em família, e para homenagear o pai do dia, resolvemos fazer um prato especial. Algo que fosse representado por nossa criatividade como cozinheiros e que também contasse um pouco da nossa história
(por nós entendam eu e o pai homenageado, meu marido Cláudio).

Bom, a história é seguinte: quando casamos o jantar foi feito por nosso querido amigo e chef Paco Ortolá. Ele nos proporcionou deliciosos momentos com sua paella marinheira - de frutos do mar. Também fez uma paella de costelinha de porco com frango, uma adaptação feita para nossos convidados que não comem crustáceos e peixes.

Já repetimos a receita da paella marinheira em nossa casa, em comemoração a data de aniversário de casamento, mas faltava criarmos a "nossa".

Assim, como a receita ficou marcada em nossa vida, o prato tornou-se importante na história romântica da nossa trajetória e então resolvemos fazê-lo com outros ingredientes. E então surgiu a "nossa paella".

Gosto de misturar doce com salgado, principalmente se for uma fruta. Nesse caso, optamos pela pera, mas maçã também ficaria bom. Compramos bacalhau desfiado e na noite anterior começamos a tirar o sal.

Vou passar a receita com mais detalhes para ficar fácil reproduzi-la. Acho que o caldo tem um papel muito importante na receita e merece atenção especial.

Paella de bacalhau com pêra:

Caldo:

01 cebola cortada ao meio
01 cabeça de alho inteira com casca, cortada
03 talos de salsão com as folhas
1/2 talo alho poró
1 litro de água




Deixe ferver esse caldo por 30 minutos. Depois que trocar a última água do bacalhau, e ainda estiver um pouco salgada, acrescente nessa mistura, deve ficar com mais de 1 litro e meio. Reserve.

Paella:

01 cebola roxa
1/2 talo de alho poró
08 colheres de sopa de azeite de oliva
300 grs de bacalhau em lascas
01 pêra (pouco madura) picada em cubos pequenos
150 ml de espumante seco
340 grs de arroz espanhol (Bomba) - ou parbolizado  
Pimentões amarelos em tiras finas



Na panela, refogue em fogo alto o azeite, a cebola roxa picada em cubos, o alho poró, e o bacalhau. Em seguida acrescente a pera e depois o arroz. Ponha o espumante e dê uma leve refogada. Não mexa mais. Acrescente o caldo, cubra  com papel alumínio e deixe cozinhar. Quando começar a secar, abaixe o fogo.
No final acrescente os pimentões, decorando a Paella, tampe de deixe descansar fora do fogo por 5 minutos antes de servir.
Acrescente salsinha picada fresca ou coentro, se preferir.



Nós adoramos e as crianças também. 

Façam e depois me contem.

Buen apetito! 

Ale Rossi


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Alquimia



Alquimia e gastronomia.
Cozinhar tem tudo a ver com ciência. Na cozinha substitui-se tubos de ensaio, béqueres e provetas, por panelas, frigideiras e caçarolas.

Quando eu era criança, gostava de brincar de fazer misturas. Álcool com essências, plantas maceradas e ervas da horta que estivesse ao meu alcance. Meu objetivo era testar os cheiros, as texturas e quando possível e comestível, os sabores.

Eu nem imaginava que se tornaria um grande prazer inventar e reinventar pratos e escrever sobre comida!

Mas eu pensava também eu fazer perfumes... eu queria trabalhar com cosméticos! Misturar cremes, shampoos, fazer coisas mágicas que deixassem pele e cabelos o mais cheirosos possíveis . Cheiros sempre foram minha paixão. E minha ruína.


Tenho um nariz apuradíssimo e consigo distinguir notas de perfumes e essências, temperos e especiarias, o bouquet e os aromas mais sofisticados. Isso me permite, aliado ao bom paladar, reproduzir receitas, por exemplo.

Mas é minha ruína quando tenho uma crise de enxaqueca! Pois meu ponto forte me faz sofrer com qualquer odor que não posso evitar. Nesse caso, torna-se meu ponto fraco!

De qualquer maneira, a paixão por misturas e a magia de seduzir pelo sabor, pelo aroma, textura ou algo que eu mesma  possa criar e manipular, ainda é mais forte e é inexplicável.

Deve ser porque creio que a energia das coisas que fazemos é transferida para os alimentos, para as bebidas,  para os perfumes. 



Por exemplo: Quando cozinhamos a mesma receita, com os mesmos ingredientes, no mesmo local e por 2 pessoas diferentes, temos resultados diferentes. Isso porque a energia de cada um, que é passada para a comida não é a mesma. Isso se repete em todos os processos manipulados por nós.



Daí o valor de fazermos o que amamos. Principalmente se houver toque, alquimia!

Se puder, faça aquilo que melhor você sabe fazer! 

Seja Feliz!!

Ale Rossi